De repente, não mais que de repente, vi-me assim: atada, tesa, presa, e indefesa, vítima do amor. Em cárcere privado, coração algemado, desejos,descontrolados, Sonhos viciados...Destes um golpe certeiro, fatal, definitivo. Tens-me agora em cárcere, totalmente entregue, prostrada a teus pés, mendigando, implorando, conclamando tua clemência e minutos de tua atenção; um afago, um beijo, e, teu olhar cheio de desejo! Eis-me aqui, uma vítima indefesa do amor,algemada da alma ao coração!
[...] Eu não estou interessado em nenhuma teoria Em nenhuma fantasia nem no algo mais Nem em tinta pro meu rosto ou oba oba, ou melodia Para acompanhar bocejos, sonhos matinais Eu não estou interessado em nenhuma teoria A minha alucinação é suportar o dia-a-dia E meu delírio é a experiência com coisas reais [...] Amar e mudar as coisas me interessa mais [...]
Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: Quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" a través de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fr aude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.
Martha Medeiros
*** a sensação q. tive lendo esse texto.. Eu sou Normal!.. parece estranho não é?.. mas é isso mesmo, sou o normal pq. me identifiquei plenamente com o texto.. mtas. vezes a gente passa parte da vida fugindo dos padrões da "normalidade".. buscando ser vc mesmo, ser autêntico. Talvez por nunca ter me enquadrado em nenhum padrão de beleza, comportamento.. por mais q. se evite ser enquadrado acabamos nos encaixado em algum " grupo"..a questão é :.. foi escolha sua?.. tem certeza? " O Normal de cd um tem q. ser Original"
Lembre-se da evidência de sua vida: tudo vem e vai. Isto é chamado o rio da vida. No momento em que você segura algo você está convidando a tristeza porque o universo poderá vir e levar aquilo consigo. Diga a você mesmo que o rio precisa fluir. Não segure nada. No momento em que seguramos algo, perdemos nossa liberdade para aquilo que estamos segurando. E a energia deixa de fluir. - Mike George-